💜 AGOSTO LILÁS

02/09/2026 | Comentário

Informação também é uma forma de proteção

O Agosto Lilás é uma campanha de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. Durante este mês, reforçamos a importância de falar sobre o tema, reconhecer diferentes formas de violência e ampliar o acesso à informação e aos serviços de apoio.

A campanha também faz referência à Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, um importante marco no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: VOCÊ SABE RECONHECER?

Quando pensamos em violência, muitas vezes a primeira imagem que vem à cabeça é a agressão física. Mas a violência contra a mulher pode se manifestar de diversas maneiras — algumas delas mais silenciosas e difíceis de identificar.

Conhecer essas formas de violência é importante para reconhecer situações de risco, oferecer apoio e saber quando buscar ajuda.

💜 VIOLÊNCIA FÍSICA

Qualquer conduta que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher.

Agressões, empurrões, tapas, socos, chutes e outras formas de violência física são exemplos.

💜 VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

Pode envolver ameaças, humilhações, constrangimentos, manipulação, chantagem, controle, isolamento e comportamentos que causem dano emocional ou diminuam a autoestima e a autonomia da mulher.

💜 VIOLÊNCIA SEXUAL

Acontece quando a mulher é constrangida, ameaçada ou forçada a participar de uma relação ou prática sexual sem consentimento, ou quando sua liberdade sexual é de alguma forma limitada.

💜 VIOLÊNCIA PATRIMONIAL

Envolve situações como controlar ou reter dinheiro, destruir ou esconder documentos, subtrair bens ou recursos e impedir que a mulher tenha acesso aos seus próprios recursos.

💜 VIOLÊNCIA MORAL

Está relacionada a condutas que atingem a honra e a reputação da mulher, como calúnia, difamação e injúria.

ALGUNS SINAIS MERECEM ATENÇÃO

Nem sempre a violência começa com uma agressão física. Em muitos casos, ela pode aparecer inicialmente por meio de comportamentos de controle e desvalorização.

Alguns exemplos são:

•⁠ ⁠controlar com quem a mulher conversa ou onde vai;
•⁠ ⁠exigir acesso a celular, redes sociais ou senhas;
•⁠ ⁠controlar dinheiro e decisões financeiras;
•⁠ ⁠afastá-la de familiares e amigos;
•⁠ ⁠fazer ameaças ou chantagens;
•⁠ ⁠humilhar, diminuir ou ridicularizar constantemente;
•⁠ ⁠demonstrar ciúmes excessivos e tratar o controle como prova de amor;
•⁠ ⁠desrespeitar limites e decisões;
•⁠ ⁠intimidar ou provocar medo.

Nenhuma dessas atitudes deve ser naturalizada.

Relacionamentos saudáveis são construídos com respeito, diálogo, autonomia e consentimento.

COMO PODEMOS AJUDAR?

Quando alguém compartilha uma situação de violência, a forma como respondemos pode fazer diferença.

👂 Escute sem julgar
Permita que a pessoa fale e respeite seu tempo e seus limites.

🤝 Acolha
Demonstre que ela não está sozinha e evite culpabilizá-la pela situação.

🗣️ Oriente
Compartilhe informações sobre serviços e canais de atendimento confiáveis.

🚫 Não minimize
Frases como “isso é normal em um relacionamento” ou “você deveria simplesmente terminar” podem dificultar ainda mais a busca por ajuda.

💜 Respeite a autonomia
Cada situação é diferente. É importante apoiar a mulher sem pressioná-la a tomar decisões para as quais ainda não esteja preparada.

E QUANDO SOMOS TESTEMUNHAS?

Se presenciarmos uma situação de violência, é importante avaliar a segurança antes de agir.

Em situações de emergência ou risco imediato, procure os serviços de emergência.

Em outras situações, podemos contribuir oferecendo acolhimento, informação e ajudando a pessoa a encontrar uma rede de apoio.

Não precisamos ter todas as respostas para oferecer apoio. Às vezes, ouvir, acolher e indicar um caminho já é um primeiro passo.

ONDE BUSCAR AJUDA?

📞 Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher

Canal gratuito de orientação e informação sobre direitos, serviços da rede de atendimento e situações de violência contra a mulher.

🚨 Ligue 190 — Polícia Militar

Em situações de emergência ou quando houver risco imediato.

Também é possível buscar atendimento e orientação nos serviços especializados da rede de proteção, como Delegacias da Mulher (DEAMs), Centros de Referência e outros serviços disponíveis em cada município.

INFORMAÇÃO PODE TRANSFORMAR

Falar sobre violência contra a mulher é também falar sobre respeito, segurança, autonomia e direitos.

O enfrentamento à violência não depende apenas de quem vive a situação. Toda a sociedade pode contribuir para construir relações e ambientes baseados no respeito e na proteção.

O Grupo Tejofran também faz parte dessa conversa

No Grupo Tejofran, acreditamos que construir um ambiente saudável começa pelo respeito, pela escuta e pela valorização das pessoas. Por isso, o Agosto Lilás também é um convite para ampliarmos nosso olhar sobre a violência contra a mulher, fortalecendo a informação, o acolhimento e a conscientização. Falar sobre o tema é uma forma de contribuir para uma cultura de respeito, dentro e fora do ambiente de trabalho, e de reforçar que nenhuma forma de violência deve ser naturalizada.

💜 Agosto Lilás
Informação, acolhimento e respeito podem fazer a diferença.

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